Pagamos um preço alto por essa liberdade, mas como a linguagem é decorrência natural da vida, não refletimos sobre ela. Estamos imersos num oceano de palavras, mas não percebemos isso, como os peixes não devem perceber o oceano ao seu redor. Em cinqüenta anos, nosso acervo cresceu em profusão, nosso vocabulário acolheu novas palavras criadas na música, na poesia, na tecnologia, na informática, nas ruas, e ainda assim, usamos o repertório mais pobre que já tivemos.


